6 diferentes formas em que o Facebook usa Inteligência Artificial

 

 

No mundo do Facebook, o chefe de segurança Nick Lovrien costuma dizer: “Um dia é uma semana, uma semana é um mês, um mês é um ano.” Em outras palavras, o desenvolvimento se move rapidamente por lá. Como empresa, o Facebook possui Instagram, Oculus, WhatsApp e centenas de outros produtos, tendo comprado cerca de 160 empresas no ano passado. A companhia diz que tem como objetivo conectar todas as pessoas do planeta através de suas tecnologias dentro de 100 anos. E, para chegar lá, eles estão usando Inteligência Artificial (AI, na sigla em inglês).

 

Bem, aqui está uma amostra de como o Facebook está usando inteligência artificial para projetos atuais e para aqueles do amanhã.

 

Para conectar-se as suas ondas cerebrais

 

O Building 8 do Facebook é um projeto de hardware que busca maneiras de se conectar às suas ondas cerebrais. Mas Lovrien diz que também é para encontrar uma maneira de “sua mente trabalhar com seus olhos em uma experiência Facebook. Pense nisso como uma prótese de um braço. Como sua mente diz a seu braço para se mover? Mas em vez disso – dentro da experiência Facebook – como sua mente diz que eu quero seguir em frente ao enviar uma mensagem para minha mãe para deixá-la saber que eu estou em Nova York? 

 

O plano atual é que essa tecnologia se conecte por meio de algo como o Google Glass ou Snap Spectacles. De acordo com Lovrien, uma das razões pelas quais o Facebook comprou a empresa de realidade virtual Oculus era pelo seu headset em questão: a Realidade Virtual ajuda as pessoas a se acostumar a ideia de usar algo em seu rosto. Mas, acrescenta, “com o tempo, vai ser uma lente de contato que você vai usar”. Uma lente do Building 8 iria ver o que você vê, conectando “seu cérebro, seus olhos, sua experiência ao Facebook” de forma com que você compre bebidas, o almoço ou interaja com a plataforma de outras formas.

 

Para decidir quais programas de TV você vê

 

O Facebook Watch não é um wearable para o seu pulso como são os smartwatches; é um site de vídeo online que Lovrien descreve como “sua própria TV pessoal, se você o quiser. TV, filmes – tudo o que você pode fazer agora, assistido em sua TV do Facebook.” Para personalizar o conteúdo que você vê, ele explica, o Facebook faz aprendizado de máquina para prever “sobre os seus gostos, os gostos dos seus amigos, [e] para onde você foi”.

 

Para corrigir os problemas do Facebook Live

 

Em 2014, o Facebook lançou o Live, um recurso destinado a transmitir a vida dos usuários em tempo real. “Conectar-se com as pessoas é compartilhar suas experiências com as pessoas. Se você não está compartilhando, você está sendo bastante egoísta”, explica Lovrien.

 

Seu comentário é parecido com “compartilhar é cuidar”, uma citação do romance de 2013 de Dave Eggers, The Circle, onde um recurso parecido ao Facebook Live leva à morte de um homem. E as pessoas usaram o Facebook Live para transmitir estupros, homicídios policiais e outros atos violentos. “Há alguma negatividade em torno do Facebook Live e precisamos ser capaz de gerenciar isso”, admite Lovrien. Sem entrar em detalhes, ele acrescenta: “Continuamos a trabalhar com inteligência artificial para resolvê-los”.

 

Para identificar pornografia – mas não discurso de ódio

 

Se você já achou as políticas de nudez do Facebook subjetivas, culpe um computador. Lovrien diz que a plataforma não tem uma pessoa que investigue reclamações de pornografia ou navegue pelo site para encontrá-lo: “Nós também usamos IA para monitorar pornografia”. Embora o Facebook tenha classificado erroneamente as mães que amamentam como pornografia no passado, o reconhecimento visual de hoje é muito melhor. A inteligência artificial captura aproximadamente 98% de todos os posts pornográficos.

 

Lovrien diz: “Nós não temos nenhuma interação humana nisso, mas ainda temos interação humana baseada na expressão idiomática”. Em outras palavras, regular a linguagem requer pessoas. “A linguagem é apenas diferente”, diz Lovrien, “em inglês, dizemos ‘chovendo gatos e cachorros’, mas em português é ‘chovendo facas e adagas’. O processamento de linguagem natural do Facebook sabe quando um post usa a palavra ‘facas’, mas não sabe se ele é algo violento ou se está falando sobre o tempo.

 

Para manter Mark Zuckerberg em segurança

 

A inteligência artificial, Lovrien diz, é “como olhamos para as ameaças e como ela é capaz de avaliar essas ameaças.” E há muitas delas: o CEO Mark Zuckerberg recebe 14 milhões por ano – um número que Lovrien diz que equipe do Facebook nunca poderia processar “apenas com humanos”. “Estamos utilizando a inteligência artificial para alavancar todas essas ameaças e identificar quais são essas ameaças”. A segurança global usa a mesma tecnologia para monitorar as ameaças contra a diretora de operações, Sheryl Sandberg.

 

Para manter os funcionários seguros

 

Cerca de 20.000 pessoas visitam os escritórios do Facebook todos os dias, mas não há sistema de crachá para dizer quem deve estar lá e quem não deve. Em vez disso, os funcionários ficam com seus convidados e alertam a segurança quando alguém parece suspeito. Mas eles não usam o telefone, Lovrien diz: “Eles mandam uma mensagem.”

 

Assim, a equipe de inteligência e investigação de segurança global do Facebook usa bots de segurança. Lovrien diz que os chatbots se conectam com os funcionários e, em seguida, fazem a triagem de suas necessidades: “Uma vez que é construído em nossa plataforma, podemos fazer isso com mais de 2 milhões de conversas que estão acontecendo.”

 

Fonte: IDG Now

Deixe seu comentário