Qual o limite da publicidade?

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Hoje pela manhã, a revista Vogue Brasil lançou uma campanha para apoiar as Paralimpíadas, que começam no dia 7 de setembro, no Rio de Janeiro. Contudo, a imagem usada para promover a ação não agradou a maioria do público na internet.

 

Produzida pela agência África, a imagem mostra a atriz Cléo Pires e o ator Paulo Vilhena representando dois atletas paralímpicos, Bruna Alexandre, do tênis de mesa, e Renato Leite, do vôlei sentado. Com auxílio de computação gráfica, os dois aparecem com as mesmas debilidades físicas que os atletas.

 

Segundo o post da Vogue no Instagram, o objetivo da campanha, intitulada ‘Somos todos Paralímpicos’, era atrair e dar visibilidade aos jogos, que estão com baixa venda de ingressos, usando a imagem de duas personalidades conhecidas da mídia. O intuito pode ter sido nobre, porém a forma com que foi feita não agradou. Muitos internautas indagaram o motivo de não terem escolhido os próprios atletas, já que eles são o foco da ação, ao invés de colocarem dois atores que não apresentam nenhum tipo de deficiência física.

 

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Quando alguma campanha controversa é lançada, e mal recebida pelo público, não consigo deixar de pensar em como os publicitários conceberam tal ideia. Será que nenhum profissional questionou a ação? O que mais me espanta é que isso partiu das mentes supostamente ‘brilhantes’ da agência África, uma das maiores e mais respeitadas do país.

 

É claro que o objetivo deles não era causar um mal-estar, mas percebemos que faltou bom senso a esses profissionais e, principalmente, sensibilidade e empatia para se colocarem no lugar das pessoas que serão atingidas com a campanha. Se ela pareceu ofensiva à maioria, imagine para as pessoas que apresentam algum tipo de deficiência. Penso que para elas seria muito mais inspirador que indivíduos reais estrelassem a ação.

 

Essa não é a primeira vez e nem será a última que veremos esse tipo de ‘gafe’ vinda de grandes agências. O que podemos esperar é que, pelo menos, elas aprendam com os erros e passem a pensar no público-alvo e praticar mais o conceito de empatia.

 

 

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